Hoje, 12 de dezembro de 2011, inicio uma jornada – escrever sobre o que mais gosto de fazer: Psicologia. Ser psicóloga não é nada fácil, pois viajamos dentro de um mundo de mil possibilidades e de uma complexidade inimaginável, mas não é à toa que escolhi esse caminho – será que gosto de desafios?
Pela primeira vez, surge o desejo de escrever e compartilhar online um pouco do que sei, como também falar o quanto a subjetividade humana é misteriosa e intrigante. Desde já agradeço à Aninha pelo carinho, incentivo e oportunidade.
Falar sobre bebês é entender que um indivíduo está sempre em formação, pois nunca paramos de nos individuar, ainda mais aquele que está por vir ou que está apenas iniciando seu desenvolvimento. E, para que esse processo se inicie, há uma figura essencial: MÃE. A mãe à qual estou me referindo não necessariamente é a biológica, mas aquela que realiza a função de maternagem.
Um bebê não nasce pronto, tem apenas a tendência à maturação que está enraizada na sua própria corporeidade. Mas o bebê não é apenas maturação pura, ele necessita de determinadas condições ambientais para que seu desenvolvimento possa ocorrer e é neste sentido que a mãe tem um papel único e importantíssimo na vida do seu bebê. O ser só é possível a partir de um outro ser humano! Em outras palavras, um bebê em formação só vai se tornando indivíduo quando existe o olhar e o cuidado do outro como extensão de sua existência e possibilidade de vida.
Após o nascimento do bebê, é a mãe que representa um ambiente favorável, pois esta reconhece a dependência do bebê e se adapta constantemente às suas necessidades, criando, assim, um espaço em que a criança possa crescer, se desenvolver, viver experiências e integrar-se.
Ao se tornar mãe, impulsos e instintos universais se tornam presentes e atualizados, possibilitando a transformação do feminino para a maternidade. E é através do cuidado com o corpo, da satisfação de suas necessidades de movimento e expressão corporal, e da facilitação de satisfação cutâneas (contato físico, toque, carinho, pegar no colo, ninar) e musculares (aspecto motor — sacudir os braços e pernas, sucção oral, sustentar a cabeça) que a mãe oferece experiências afetivas e físicas ao bebê e demonstra todo o seu amor, que significa aceitar o bebê e seu corpo sem restrições.
O bebê inicialmente não tem ainda nenhuma consciência acerca do real e, por isso, vive num mundo subjetivamente real, sustentado pelo cuidado materno. A mãe é aquela que efetua uma adaptação ativa às necessidades, diminuindo gradativamente o fracasso e as frustrações deste. Uma das funções principais da mãe é a sua capacidade de se colocar no lugar do bebê, compreendendo desde um choro a necessidades básicas.
É necessário não pensar no bebê como uma pessoa que sente fome, e cujos impulsos instintivos podem ser satisfeitos ou frustrados, e sim como um ser imaturo que está continuamente a pique de sofrer uma ansiedade inimaginável. Esta é evitada por uma função vitalmente importante da mãe – sua capacidade de se pôr no lugar do bebê e saber do que ele necessita.
A mãe é a base indispensável para o desenvolvimento da identidade (auto-imagem) do bebê, porque proporciona não apenas prazer, mas também compensação, segurança e proteção. Quando o “provedor de cuidados” está empaticamente sintonizado, o bebê olha para este espelho humano (o outro, geralmente, a mãe), se sente pertencente e vê a si mesmo. Por mais que ele possa ser ainda sensório-motor, o bebê com a ajuda da mãe vai desenvolvendo o seu senso de EU.
Cada criança pequena é uma orquestra singular que produz suas próprias melodias, com seu ritmo próprio e variações tonais. Se o cuidador conseguir se sintonizar a ele, a música do bebê pode ser ouvida e compreendida, construindo assim uma relação de empatia e carinho. Por isso a mãe é tão importante!

MÃE é Terra, Mãe Natureza, Princípio Criador, Origem da Vida, Nutrição, Base de Todas as Coisas, Fertilidade, Útero, Unidade Primal.
Quem escreve?
Lilian Britto
Graduada em Psicologia pela Universidade Salvador – UNIFACS e pós-graduada em Psicologia Analítica pela Psiquê - Centro de Estudos C. G. Jung, atua como psicóloga clínica com crianças e adolescentes. Além de coordenadora de cursos da Clínica Psiquê, presta trabalho voluntário na Fundação Lar Harmonia junto a crianças carentes. Apesar de ainda não ser mamãe, é apaixonada por crianças e, por isso, dedicou e dedica a sua formação profissional nesse fantástico mundo infantil.




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Mamãe da Bruna e da Clara. Dedico meu tempo a minha família e ao blog. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade.
Sou Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas de "férias" por tempo indeterminado. 




















Parabéns pela estreia, começou com o pé direito!!
Beijos.
Conheço Lilian Britto e a credencio como uma profissional competente e telentosa.
Fico muito feliz pela sua estréia compartilhando os seus conhecimentos. Sucessos!
Deíse Nobre, psicanalista.
É um orgulo para mim saber que todo esse seu trabalho de dedicação, ética, comprometimento, sinceridade e paciência, está dando resultado. Parabéns, vc é merecedora de todos os meus elogios, porque e acompanho diariamente a sua caminhada, está só começando, vá em frente e o secesso será seu.
Britto
Importante contribuição para as mamães pois seus bebês necessitam muito mais que um quarto bonito, um enxoval impecável. Desejo que os conselhos dessa profissional que traz consigo muitos valores venha despertar a consciência materna. Parabéns pela escolha Lilian e boa sorte.Jussara
Bacana Lilian. O artigo está bem escrito e transmite com clareza conhecimento, sensibilidade e talento. Parabéns. Sérgio Sampaio
Adorei o texto Lili!!!
Seja muito bem-vinda e que venha o sucesso!!!
Bjos querida!!!!
Obrigada pelos votos de parabéns! E fico feliz por terem gostado! Continuem acompanhando o site, pois em breve teremos mais temas sobre Psicologia Infantil.
Um abraço a todos!
Parabéns e sucesso!
Belas palavras que transmitem sentimento! Vou encaminhar para uma amiga que recém descobriu a gravidez! Um beijo no coração, prima!
Parabéns pela grande contribuição e pela transmissão tão rica e clara de seu conhecimento. Admiro muito seu trabalho e a tenho como exemplo na minha trajetória profissional.
Desejo muito sucesso em sua carreira!!
Vanessa Valverde
Parabéns pela matéria! Você conseguiu transcrever em um pequeno texto a essência de ser mãe.
LILIAN BRITO, vc me surpreendeu com sua capacidade e competência e dedicação nesta área muito necessitada nestes momentos da vida do homem q anda tão atribulada. Sobre o tema ” MÃE ” sua maturidade mais uma vez me surpreendeu. Completa e única. Parabens
Parabéns Lilian! Que alegria poder compartilhar com você este momento. Seu comentário no texto: “Um bebê não nasce pronto, tem apenas a tendência à maturação que está enraizada na sua própria corporeidade.” Me faz recordar você desde bebê, no que se tornou e ainda vai se tornar. Nunca estamos prontos, somos seres em continuo processo de aprendizado, ai esta a grande beleza da vida. Sucessos! Sônia Costa, Terapeuta de Família, Casal e Comunitária.
Lilian
Continue nessa caminhada da busca de mais conhcimentos e socializando-so. Sempre vi em você possibilidades. Beijos de Nilzete Quadros
Oieee,
Gostei muito!
São tantas coisas que passam pela nossa cabeça e ás vezes, confundimos o que sentimos com o que sabemos! Muito bom!
Bjos!
Loreta#amigacomenta;)
@bagagemdemae:twitter
Lili, acredito em futuro brilhante pra você, pois realmente merece! É muito bom, mesmo de longe acompanhar seu amadurecimento e saber que temos uma excelente profissional que atua nessa área de tanta necessidade. Sabemos, o quanto é difícil conseguir profissionais que queriam ainda atuar com crianças e adolescente. beijos
Adorei, Lili! O texto está ótimo! Parabéns! Sucesso! bjos
Para sermos bons, temos de nos instruir antes, mas um princípio é valido: boa filha, boa mãe; parabens, tá bonito. moterane, amigo do zé NOBRE
Um ótimo artigo, parabéns Lilian!
Beijos
Tati
Mulher e Mãe
#amigacomenta
Lilian
essa é uma área fascinante e você está indo muto bem. O que v. escreve transmite mais que o conhecimento, sensibilidade. Parabéns!
Betânia