1 comment

Comemorar aniversário do blog não tem sentido sem mais um POST. Fico tãoooo feliz de ver as amizades que conquistei, as pessoas que impactei e os caminhos que, assim como os meus, mudaram nesses 5 anos e pouco que olha… com tantas histórias daria para escrever um livro! Mas vou me ater aos principais assuntos desse blog: maternidade, gravidez, família e vida com filhos.

Pós-parto

Meu primeiro post foi sobre o CineMaterna. A Bruna tinha 10 meses e meio e descobri que a vida no pós-parto e com filhos pequenos não precisava ser tão solitária. Hoje eu já não conseguiria listar em uma mão (precisaria de mais dedos) os grupos de pós-parto, gestantes, rodas de conversa e iniciativas que ajudam as mulheres nesse momento. Talvez eu não tenha alguém para indicar na sua cidade, mas procure saber!

Gravidez

Nossa, eu acho que esse momento “gestação” foi o que mais mudou em mim nesse período. Descobri que estar grávida é muito mais do que montar o enxoval perfeito e escolher o nome do bebê. Precisamos nos preparar durante a gravidez para o nascimento, para a amamentação, e recebê-lo da melhor forma e com menos intervenções e principalmente, saber que o que está por vir não será fácil, mas precisamos encarar juntos, marido e mulher, as mudanças que acontecem.

Relacionamento do casal

No primeiro ano da minha primeira filha parecia que o casamento nunca mais ia ser como antes. Parecia que eu nunca mais teria prazer. Que não funcionava mais. Engano meu. Depois de quase um ano meus hormônios voltaram ao normal, menstruei e voltei ao que era (ou próximo disso). Depois de mais alguns meses, engravidei novamente.
A vida a dois é fortemente influenciada por tudo o que acontece ao redor, principalmente para a mulher. O emprego, a insatisfação pessoal, o emprego do marido, a falta de dinheiro, a sobrecarga dos afazeres de casa. Tem que haver parecia em todas as funções e manter o diálogo sempre aberto.

Amamentação

A amamentação dos comerciais com aquela mulher serena amamentando a sua cria apaixonada pode sim ser real, mas precisamos passar por um período de provação que para algumas mulheres é muito grande. É possível ter prazer amamentando, mas todos precisam saber que isso pode não acontecer em uma semana, um ou dois meses. Tem que ter persistência e assistência adequada. E se a mulher não quer amamentar, não se adapta e não faz questão de prolongar pois para ela é um sofrimento, ela precisa bancar a decisão e não propagar o mito de que não teve leite ou ele secou (salvo raras exceções).

Cama compartilhada

Não tente criar regras inquebráveis. Cada filho vive um momento, e em cada momento acreditamos em uma coisa. A cama compartilhada pode funcionar com um e não com outro. Pode salvar madrugadas ou pode atrapalhar. Não existe certo e errado. Existe o que é bom pra você naquele momento.

Desmame, desfralde, processos naturais

Outra questão de deixa nós, mães, ansiosas é em relação aos processos naturais do bebê como o desmame e o desfralde. Não sofra por antecipação. Quando for a hora vai ser. Se começou e não era a hora, volte atrás sem problemas e tente novamente depois.

A maternidade em constante mudança

A forma de maternar cada filho é única, por mais que tentamos ser justos. Permita-se mudar de conduta, mudar de opinião e siga seu instinto. Leia menos manuais e textos de como DEVE ser feito, e leia mais experiências e relatos de pessoas que viveram pra contar como fizeram e porque não funcionou determinada coisa.
Por mais que você ache sua amiga uma ótima mãe, saiba que você vai fazer escolhas diferentes das dela e vai começar a questionar coisas nas quais você acreditava. Isso faz parte do aprendizado e da evolução individual.
E deixe o pré-conceito de lado e converse sobre parto, amamentação, cama compartilhada, criação com apego, educação com limites. Alguém sempre tem algo para acrescentar.
Mantenha o radar ligado, os ouvidos abertos e aprenda com as pessoas.

Espero continuar tendo vocês aqui por muiiiito tempo!

Bjssss

Aninha

Imagem: Shutterstock