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Oiii Pessoal.

Vou fazer dois posts sobre as polêmicas escolhas das mamães: O Parto e a Amamentação. O escolhido de hoje? Os tipos de parto.

Quando eu digo “as escolhas das mamães” não quero excluir os pais dessa decisão importante, mas o fato é que quem vai sentir as dores do parto ou da cesárea é a mãe, logo, quem dá a palavra final, é ela. A sogra palpita, a mãe palpita, o médico palpita, a amiga, a vizinha, a blogueira… o importante é que a Mãe se sinta bem com a escolha.

O que me inspirou a escrever sobre esse assunto foi um perfil do twitter que faz sátira às “mães de cesárea”. O que não falta é mãe “de parto normal” criticando as escolhas das mães de cesárea, e por isso existe esse perfil (@maedecesarea). Com certeza é escrito por uma “Mae de cesárea” que já estava de saco cheio cansada das Mães de parto normal que criticam essa escolha.

Olha a descrição do perfil:

“Mãe desnaturada, que esquece criança na escola, deixa jantar pizza (às vezes) e finge que não escuta choro na madrugada
A culpa? É da cesárea!”

Um dos tweets:

“Mais alguém respirando aliviada porque tem mto trabalho e não conseguirá estar em casa na hora do almoço?” @maedecesarea

Eu sigo, curto e dou risada. E quando acontece alguma coisa engraçada, entro na brincadeira:

@AnaluMasi: Hoje fui muitoooooo @maedecesarea . Kkkkkk falei pro marido: troca a filha q tô de blusa de linho e não quero ficar amarrotada. Hahahhaha

Bom, mas deixando  a sátira de lado, vamos ao que interessa.

Ninguém é MENOS mãe ou MAIS mãe porque decide ter um Parto Natural, Parto Normal ou Parto Cesárea. Se a mãe sonha com um parto natural e consegue ter, ótimo! Se queria muito, mas não pode devido à posição do bebê ou algum outro problema e “terá” que fazer cesárea, não sofra! Se a mãe morre de medo só de pensar nas dores do parto e não quer passar por isso, marca a cesárea e pronto. Sem drama!

Já postei AQUI  um vídeo LINDO sobre o parto natural chamado “O Renascimento do Parto”. Depois de assistir dá até vontade de ter um normal. A verdade é que cada mulher é de uma forma. E cada gestação também é diferente uma da outra. Uma mulher pode ter dilatação fácil e a outra não. Uma pode ter alergia ao anestésico e outra não.

Estamos no século XXI e podemos SIM escolher. Desculpe mas não estamos na “Era das Cavernas” para ficar sofrendo pois não temos recursos. Temos recursos, tecnologia, medicamentos para dor, e se o parto não ocorre “naturalmente” recorra sem medo às intervenções.

Os médicos incentivam o parto cesárea por comodidade? Sim, mas lembrando, é VOCÊ quem escolhe. Quer muito ter um parto normal? Procure um médico que tenha os mesmos pensamentos que você e assim será bem mais fácil de manter a sua escolha.

Uma amiga (Camila linda!) teve bebê recentemente de PN e ela estava determinada a ter desde o começo. Ela me contou que quando a contração vem a dor é taaaaanta que parecia que ela estava “possuída”. kkkkkkkk Ela disse que brigava com o marido, pedia pra mãe e sogra se afastarem pq estava sem ar, mas quando a dor passava, tudo voltava ao normal. Ela e o marido contam dando risada, mas não foi fácil… Mesmo assim, ela pretende ter o próximo de PN novamente… que coragem! hehe

Minha escolha

Eu nunca fui extrema. Em nada na vida. E não ia ser radical agora.

NUNCA disse: “Eu VOU ter parto normal pois é o que eu quero.” Pelo contrário… Eu dizia: Se vier um parto normal, dilatação, rompimento de bolsa, e etc, ótimo, eu tento o parto normal. Senão, vou fazer cesárea com 40 semanas.

O que aconteceu foi o seguinte: A Bru não estava ganhando peso. Fiz 2 eco com intervalo de uns 10 dias, e o peso estimado era o mesmo… 2,850Kg mais ou menos. A médica do ultrasom disse que na rede pública eles geralmente esperam 41 semanas, mas que no meu caso (e sendo particular) ela marcaria o parto logo. Eu estava com 37 semanas e meia. Nossa, meu coração batia mais rápido. Abracei meu marido, chorei… A partir daquele momento a ansiedade tomou conta de mim. Bateu um desespero: vou marcar o parto e já já nasce! OMG! E agora?

Fui na minha médica e ela disse que não marcaria para o próximo final de semana pois o pediatra do hospital certamente não entenderia “Porque tiraram um bebê que está bem na barriga, com 38 semanas e baixo peso?”. E tinha toda razão.

Pra aumentar minha ansiedade eu estava com “pouco líquido” (Dentro do limite mínimo normal/recomendável) e minha médica pediu que eu parasse de trabalhar. Eu estava meio acelerada no trabalho e fazer repouso faz com que o líquido se normalize “sozinho”.

Marcamos o parto para a outra semana, no dia em que eu completei 39 semanas de gestação.

Teoricamente eu trabalharia mais 3 dias e já sairia de licença com 38 semanas, mas tive que parar naquele dia. Quando cheguei no trabalho e comecei a contar pros amigos, choravaaaa de novo. Ansiedade, medo, tudo junto e misturado. Trabalhei  até o final do dia e saí de licença maternidade 10 dias antes do nascimento da Bruna.

O meu parto foi ótimo, praticamente não tive dores pós-parto e não me arrependo da minha escolha. (Fico devendo o relato do meu parto)

Mas…

A minha opinião pode mudar um dia e a sua também.

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (5), Clara (3) e Alice (1). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.