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Nunca fui uma boa mãe de cachorro, mas também não descartei na primeira adversidade depois de ter filhos (falei sobre esse momento de dúvida na única vez que ele mordeu a Bru disputando uma comida no post  Animal de estimação também quer atenção).

Compramos no impulso sim. Ele era lindinho, pequeno, uma bolinha de pelo. Se fosse um cão maltratado não pegaríamos. Essa é a diferença entre quem ama animais e quem convive. Quem adota ou quem compra escolhendo raça e cor, verdade seja dita.

Por algumas vezes pensamos que ele merecia um lar melhor justamente por fazermos parte desse grupo que convive, acha fofo, mas não tem grandes cuidados e preocupações. Por outras vimos que ele gosta de nós e por mais que não fossemos perfeitos, até que somos legais. Podia não ser o melhor lar, os melhores cuidados, mas não maltratamos, não deixamos do lado de fora ao relento, não é abandonado.

Hoje me senti péssima dona de cachorro. Chegamos de viagem e ele estava cheio de coco grudado no bumbum. Marquei um banho e levei. Me ligaram de lá falando que ele estava todo machucado e não sei como ou quando aconteceu. Em nenhum momento eu suspeitei de lá até porque confio. Quando cheguei o responsável ainda me chamou para mostrar as casquinhas das feridas grudadas no pelo com a ajuda do secador, pois com tanto pelo não dava pra enxergar. Quando eu vi a gravidade e a quantidade de machucados doeu lá no fundo, como se você não pudesse ter evitado um acidente de um filho. O veterinário é pai de uma amiga da Bru e também veio conversar comigo. Eu tentava encontrar uma explicação e logo de cara me culpei: “viajei e deixei ele em casa.” Senti aqueles olhares e escutei de uma das moças: “mas ele ficou sozinho???”

Sempre foi assim e ele sempre ficou bem. Ele fica dentro de casa, com água, comida, caminha, vitrô do banheiro aberto, lavanderia espaçosa, quarto de empregada. Ele nunca fica mais do que 2 dias sozinho. Fui na quinta e voltei segunda. Dia sim, dia não minha funcionária foi tratar dele (aliás, no sábado ela foi só pra isso). Perguntei pra ela e sim, ele continuava dentro de casa quando ela chegou. Deixou ele passear no jardim, cuidou e depois trancou as portas novamente. Mas ele já estava quietinho.

Depois de parar para analisar, percebemos que não foi durante a viagem. Pode ter sido antes e eu não percebi. Com tantos afazeres, preparativos para viagem, compras, lavanderia, eu mal olhei para ele. Tentamos puxar na memória e na segunda-feira o jardineiro estava aqui com os portões laterais abertos. Ele pode ter saído pelo condomínio e ter sido atacado por algum cão maior ou gato de rua. (Ou… será que seriema ataca? Tem umas aqui no condomínio). Ou será que alguém ficou com medo e se defendeu com alguma ferramenta de trabalho das obras ou de jardim? Não sei, não sei. Só sei que tem feridas abertas redondas, geralmente 2 em cada local, e em várias partes do corpo.

Pedi para o tosador raspar os pelos ao redor para que eu conseguisse achar as feridas e cuidar. Ele perguntou se não tinha problemas deixar uns buracos no pelo. Claro que não!  Aí me veio à cabeça que tem donos de cachorros mais preocupados com estética, que dão chilique com a tosa errada ou outra coisa fútil assim, e que eu não sou lá tão mãe de merda se tratando de escolher o bichinho. Rs

steve-lulu-ferida

Minha funcionária ainda pensou em outra hipótese: bolhas. O Steve está com o anus ressecado e com casquinhas, então vou continuar observando.

Também mandei fotos para a minha tia que é veterinária e além do creme dermatológico estou dando antibiótico para ele.

A gente acha que não ama o tanto que ama até ver esses bichinhos doentinhos…. 🙁 Meu marido também ficou super chateado e abalado e tentando entender o que aconteceu. Infelizmente agora só podemos tratar e ficar mais atentos aos portões. Mas que dói vê-lo assim, dói.

 

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (5), Clara (3) e Alice (1). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.