Antes de qualquer coisa devemos lembrar que a auto-medicação não deve ser feita, mas vamos falar a verdade? Quem não tem uma caixinha de remédios em casa e corre pra lá quando ataca a alergia, uma dor ou começo de resfriado?

Eu não costumo tomar remédios e seguro o máximo mas vejo grandes chances de cometermos erros durante a amamentação quando estamos “habituados” a utilizar determinados medicamentos e é nessas horas que o site e-lactancia.org pode ajudar.

Os medicamentos são classificados de acordo com o grau de risco de passar através do leite materno e ter consequências para o bebê ou mãe.
medicamentos que pode usar amamentando

Criado pela Associação de Promoção e Investigação Científica e Cultural da Lactância Materna (APILAM), o site espanhol visa a promoção da saúde e proteção da lactância materna e tem diversos artigos sobre a segurança e compatibilidade da amamentação com administração de fármacos, além dos benefícios da lactância do ponto de vista psicológico, de saúde e econômico. (O site também pode ser visto em inglês)

Além de classificar o risco do medicamento, ele explica os possíveis efeitos adversos e sugere outro fármaco de risco baixo. Para os medicamentos que não são classificados como “Risco muito baixo” (verde) ou que tem uso estendido por dias, o risco-benefício deve sempre ser avaliado pelo médico.
Veja por exemplo esse analgésico abaixo: é classificado como “Risco muito baixo” pois a quantidade que passa para o bebê é menos do que 4% da dose pediátrica. Obviamente nenhuma mãe vai tomar todos os dias, várias vezes ao dia e sim quando realmente for necessário e essa ferramenta nos permite saber entre alguns nomes de analgésicos e anti-térmicos conhecidos, qual o menos nocivo.

paracetamol amamentando


Eu consultei

Tenho rinite alérgica e consigo diminuir os sintomas tomando apenas um comprimido de anti-histamínico, sob orientação médica. A pediatra das meninas tinha liberado a loratadina antes de dormir. “Um belo dia” fui tomar esse e não tinha, mas tinha um que além de anti-histamínico também ajudava a descongestionar. Eu estava super congestionada e achei que seria uma ótima saída. Já era tarde e antes de tomar consultei esse site. Parei imediatamente. Um dos componentes era de risco alto, e pode causar irritabilidade e insônia no bebê e diminuição de prolactina e produção de leite.

e lactancia

Outro dia resolvi consultar um anti-inflamatório que eu tinha em casa e que o meu médico indicou depois do parto da Clara. Eu tomei alguns dias depois do parto, mas quando refiz os pontos da episio, não tomei. Lembro claramente de ele falar que eu “gostava de sofrer” e que poderia ter tomado. Que bom que não tomei a toa. No site diz que: Apesar de ser “improvável que passe para o leite devido a sua alta fixação a proteínas plasmáticas”, é classificada como uma droga de risco alto  já que essa droga foi retirada do mercado em muitos países por risco de toxicidade hepática e nunca foi aprovado pelo FDA (o órgão máximo de saúde americano). Na Europa a indicação para menores de 12 anos, gestantes e lactantes é limitada a um curto tratamento. Para as lactantes, eles recomendam utilizar um anti-inflamatório de segurança comprovada.

No pós-parto da Alice (parto natural) eu não precisei de nenhuma medicação, apesar da médica ter prescrito um remédio para dor. Eu sabia que as dores do útero contraindo passariam assim que ela parasse de mamar e eu teria tomado remédio que teria efeito tardiamente.

No pós-cesárea da Bru (primeira filha) tomei muitos remédios que a médica prescreveu: antibióticos, anti-inflamatórios, remédios para dor, etc.

anti inflamatorio amamentando não pode

Então, apesar de quase não tomar remédios e ser contra a auto-medicação, utilizo o site como um filtro e quando não consigo contato com o médico, me permito utilizar somente remédios classificados na cor verde.

Acho que também pode se uma ferramenta ótima até mesmo para os médicos, pois tem informações atualizadas e referências mundiais quanto ao uso de medicamentos durante a amamentação.

E ai, gostaram?

Bjoss

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade.
Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.