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 Oiiiii Pessoal!!!

Quem me sugeriu esse tema foi  Simone, uma querida leitora “das antigas”.

Teoricamente era pra falar sobre ter o segundo filho próximo do primeiro, mas meu coração me fez escrever um pouco mais, e começar a falar da hora certa de se ter um filho. Desculpem o post longo!

Bom, acho que essa decisão “Ter filho” é extremamente pessoal e é sim impactante, mas aqui em casa pensamos (eu e o marido), da seguinte forma: Se a gente pensar demais e for esperar o melhor momento ou a hora certa, so sorry, essa hora não vai chegar. Não tão cedo.

Aqui somos um pouco impulsivos em relação à isso e mais algumas coisas. Sabem porque?

 

  • A carreira sempre vai estar em “fase” de alguma coisa. Ou o emprego é novo, ou você (marido ou mulher) busca uma promoção e acha que não é o momento, ou pretende mudar de empresa, e por aí vai! Só que nessa brincadeira, passam-se 1, 2, 3 anos brincando. E esse tempo não volta.
  • A situação financeira idem. Ou você estará trocando de apartamento, ou de carro, ou acha que tem que ter uma estabilidade maior para ter filhos. Concordo!!! Estabilidade é tudo e a situação vai sim piorar e temos que ser conscientes… mas peraí né?! A gente se aperta, corta alguns gastos, faz outros. Acho que com bom senso podemos nos dar esse direito e alegria de ter um filho.
  • A vida do casal muda? Com certeza!! Pode melhorar muito alguns meses, piorar em outros, mas com muito amor e paciência tudo se encaixa novamente. Aqui pelo menos foi assim.  Acho que depende muito da cumplicidade do casal e do apoio das pessoas ao redor, seja com conversas, amigos, ou contar com a ajuda da família na hora de ficar com o filho e o casal ter um momento para os dois.
  • Estar preparado é relativo. Você nunca está preparado, até ver o resultado positivo. Depois dele, você tenta se preparer por mais 8 meses, mas mesmo assim só vai estar pronto mesmo quando o bebê chegar e vocês aprenderem juntos o que é a família e o papel de cada um dentro de casa, seja com educação cuidados ou renda.

O amor por um filho é uma “coisa” tão mágica que, quando podemos optar por ter filhos – sem passer necessidade – não devemos adiar isso. A MINHA opinião é que tem que acontecer quando os pais estão preparados. Peraí??? Mas eu não acabei de falar que nunca estamos preparados? Pois é. Acho que quando se tem vontade, um casamento estável e situação financeira estável, os dois tem que ceder. E quando um quer e o outro não? Tira no par ou ímpar??? Não. Acho que a questão é bem complicada, mas ambos tem que parar e pensar no que já abriu mão e no que o outro abriu mão, no que vai adiantar esperar e o quanto isso vai impactar na relação.

A verdade é que a cobrança (própria) do pai é sim muito grande, mas a carga mais pesada e mudança na rotina acontece com a mãe.
O pai GERALMENTE tem OPÇÃO de oferecer o almoço ou o jantar, a mãe não. O pai opta por trocar fraldas, dar o banho, a mãe não. O pai pode sair e passar horas fora sem se preocupar, a mãe quase nunca. E agora, quem é mãe me fala! Você trocaria de lugar com o PAI? Nas horas de sobrecarga, a gente pensa que sim, mas o fato é que EU não trocaria!
Adoro meu papel e meu compromisso com a minha filha. Cansa? Cansa! Mas passa. E vc AMA. E se derrete.

Quando o primeiro filho já veio, existe hora certa pro segundo?

Acho que algumas respostas são as mesmas: momento, carreria, situação financeira.

Algumas famílias acham melhor uma diferença de 4 ou 5 anos entre os filhos, outras, como eu, 2 a 3 anos. Outras tem até com menos tempo… ou mais! Rsrs

O que geralmente escuto dessas famílias de 4 a 5 anos é que você curte a primeira infância da criança, o andar, o falar, a escola e todas as descobertas e aí sim quando a criança já está maior, é a hora de ter outro. Pra quem pensa lá na frente, outro ponto que pesa bastante é que quando um filho estiver saindo da faculdade, o outro está entrando, e dessa forma, a renda da família não fica tão sobrecarregada.

Eu engravidei quando a Bruna tinha 1 ano e 4 meses. A Clara vai nascer quando ela tiver 2 anos e 2 meses, e acho essa diferença uma delicia! Ela já consegue se comunicar, falar, contar as novidades. Curte a barriga, dá beijo, abraço. Pode ser que não seja assim com todos, mas acho que nós somos um tanto responsáveis por essa resposta.

Bruna e um carinho sem preço com a irmã

Por exemplo: Tudo o que falamos para a Bruna, passamos com encantamento! Ela não vai simplesmente dividir os pais, ela vai ganhar uma irmã. E ela já é apaixonada por bebês. Outro exemplo: Ela não vai perder a banheira de bebê para a irmã; ela vai ganhar uma banheira de pato muito mais legal e divertida!

Há alguns meses já venho preparando ela de que ela toma tetê na mamadeira e que a Clara vai mamar no peito da mamãe, e hoje, ela já aponta e fala q é da Clara. ÓBVIO que se ela quiser por a boca e fingir que mama eu vou deixar, mas ela já entende que o bebezinho mama no peito e que vai acontecer isso.

Ela tem um carinho sobrenatural com a irmã! Quem não assistiu ao vídeo dela falando o nome da irmã bem no começo?

[youtube]http://youtu.be/Ct2JhXq9rLE[/youtube]

A pérola de ontem foi (passando as mãos na minha barriga): “OI LALA. BUNA SAUDADE!!!!” Gente, me fala se isso tem preço?!!!!

Ainda ontem, chegando numa loja a minha cunhada mostrou pra ela uma coruja (que ela adora por causa do aniversário) e ela só tinha olhos para a ovelha da “LALA”. Pegou a ovelha e colocou na minha barriga, falando: “PRA VC LALA, PRA VC LALA”!

Bruneca querendo dar a ovelha pra “Lala”!

O ciúmes será natural! Até os cachorros tem. Mas vamos trabalhar isso da melhor forma que conseguirmos, assim como preparamos o Steve para a chegada da Bruna, levando meinhas e fraldinhas em casa para ele cheirar enquanto estávamos no hospital.

Quando descobri a gravidez da Clara, confesso que fiquei com medo de perder alguns momentos da Bruna. Eu tomava banho de banheira com ela todos os dias, e sabendo que não é recomendado banhos de imersão muito quentes (como falei aqui) cheguei a chorar um dia, achando que ela já ia começar “perdendo” as coisas, tão cedo. Meu marido me tranquilizou e eu vi que estava enganada. Continuei com os banhos, alguns de chuveiro, outro menos quentes de banheira e ela só demonstra ganhar com essa gravidez. O carinho, a atenção, a dedicação dela, não tem preço. Cada vez que fazemos Ultrasom ou vamos ao medico ela passa o dia contando do TUM TUM TUM que o coração da irmã faz.

Vamos ter que ser mais pacientes com ela quando a Clara nascer, e ao mesmo tempo nos manter firmes quanto ao excesso de desenho (tv), além de manter os horários da  alimentação e de dormir, mas essa foi uma opção que fizemos com o coração. Tenho certeza que ela vai curtir muito.

Então, queridos: fica aqui o meu recado: Optem com bom-senso e com o coração. A hora chega e a gente sente. Deu aquela vontadezinha de ter outro bebê em casa? Acha que é a hora? Se joga!

Boa sorte a todos e que venham muitos babies nossos, dos amigos e dos familiares, trazendo a inocência e amor aos nossos lares!

Mais carinho e amor!

Bjinhos!!!

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.