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E quem disse que mãe de 2 não tem que se preocupar com os ciúmes das filhas com a chegada do terceiro bebê? Quando eu estava grávida da Clara eu me preocupei um pouco mais com isso, li um pouco a respeito, escrevi alguns posts de como “preparar” o pequeno para a chegada do novo bebê, mas a verdade é que nessa terceira gestação eu ainda não tive “tempo” para parar e pensar nisso.

Claro que o “básico” nós já fazemos por instinto: explicar que quando o bebê nascer ele é muito pequenininho e não sabe fazer nada, que a mamãe vai dar mamá no peito para a bebê, que elas vão GANHAR uma irmã (importante sempre frisar que vão ganhar e não dividir ou perder espaço.)

Para conferir os posts sobre ciúmes e a chegada do bebê, acessem abaixo:

Pra provar mais uma vez que não sabemos nada da maternidade, independente de ter um, dois ou três filhos, quem está carente e precisando de atenção é a Bruna (4 anos e meio). A Clara (2 anos e 5 meses) também vive grudada em mim, vai pra todo canto junto, mas a Bruna chora a toa, sofre quando não consegue brincar do que quer com a Clara e está cada dia mais sensível e pedindo atenção. Pra vocês terem uma idéia: quando saímos as 3 do banho juntas, a Bruna começa a falar que quer mamar, faz bico e começa a ameaçar de vir pro meu peito! Já a Clara que mamou até 6 meses atrás não fica tão carente e pedindo.

O que fazer quando os filhos mais velhos querem mamar?

Eu explico que não tem leite, que só vai ter leite quando a Alice nascer. Se depois de nascer elas ficarem pedindo, não vou brigar e nem recriminar. Lembro que quando a Clara ela pequena a Bruna pediu pra mamar, experimentou, teve ânsia e não quis mais. Acho que essa é a melhor saída. Negar essa forma de carinho, amor e apego acho que não é o melhor caminho.

Amor pelo bebê X Carência afetiva

As duas enchem a barriga de beijos, falam toda hora que a mamãe vai ter um neném e a Bruna em especial quer carregar no colo, cuidar e demonstra um amor e carinho sem igual. Mas ela já passou por isso antes e apesar de querer muiiiiiito a irmã e um bebê em casa (ela para para ver todos os bebês na rua e fica perguntando se vai ser daquele tamanho!), acho que está sentindo/lembrando que a mamãe aqui acaba tendo menos tempo pra ela.

Hoje é o último dia de aula e ela sabe que provavelmente a Alice chegará durante as férias. O jeito é aproveitar todos os dias um pouquinho com as minhas pequenas. Outro dia fui buscá-la e ela pediu colo. Dei alguns segundos de colo e vi que não dava. Na hora senti uma pressãozinha na barriga e expliquei pra ela que eu não conseguia. Foi doído ouvir:

“Mamãe, depois que a Alice nascer você vai poder me pegar no colo de novo né?”

Doeu demais. Falei que sim, mas que colo eu sempre daria pra ela e chegando eu casa eu ficaria no sofá com ela e só não dava pra carregar no colo aquela hora andando até o carro.

Acho que o fato de o meu marido ter viajado por 20 dias seguidos e ter voltado no meio de um turbilhão de problemas contribuiu para que ela se sentisse um pouco carente. Durante esse período (aliás, acho que por uns dois meses) elas dormiram no meu quarto todos os dias e as duas só voltaram pro quarto delas há 3 dias, super tranquilas (a Bruna mais… a Clara quando acorda vem pro meu quarto). Mas acho que a cama compartilhada só ajuda mais nesse processo, assim elas se sentem mais próximas.

Bom, pra vcs verem quanto amor elas tinham guardado ontem, dá uma olhada no vídeo…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-eTJSEv5Wyk[/youtube]

 

Vamos que vamos, aprendendo, separando algumas horas de dedicação a eles e curtindo cada segundo, porque passa… e passa rápido.

Bjsss

 

 

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.