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Na primeira gravidez pareceu que o primeiro trimestre demorou um século para passar. Aquele medo e insegurança de que ia dar tudo certo com o bebê e a gestação. Um micro-sangramento de nidação com 12 semanas então (depois de subir e descer escadas no trabalho e de um dia bem puxado), fez com que tivesse restrições quanto às atividades, sexo e 15 dias de atestado. Tudo muito sensível e preocupante para pais de primeira viagem, mas nada sério. Tínhamos medo de exagerar, tinha que pesquisar sobre posições e o marido sempre preocupado teve que escutar da médica que não tinha porque se preocupar pois o bebê fica bem longe do canal vaginal (já falei sobre isso aqui). Mesmo assim éramos cautelosos e as relações não muito frequentes.

Na segunda gravidez já aconteceu de forma bem mais segura e tranquila (em relação a gravidez), mas estávamos vivendo uma fase profissional complicada em casa. Marido infeliz com o rumo que as coisas estavam levando no trabalho, e eu não conseguia contribuir financeiramente em casa, então cada um tentava se virar com os seus afazeres: Marido com a renda e trabalho e eu com a Bruna e a casa. Nada de ser mimada como na primeira gravidez. A preguiça me consumia, e depois de assistir Malhação, novela das 6, das 7, eu tinha que levantar e dar  jantar pra Bruneca, pra voltar e assistir a novela das 9h. Era eu e eu. Tinha dias que parecia que eu estava amarrada no sofá e não tinha vontade de melhorar. Era capaz do marido chegar em casa e ainda encontrar uma fralda usada na sala (eca!) e achar ruim. Ele estava mal e eu também ficava mal. Finalmente essa fase passou!

Nessa terceira gravidez estamos aproveitando a nossa nova rotina e tudo parece estar em harmonia, graças a Deus (apesar de alguns tropeços como o que contei no instagram). Apesar da terceira gravidez ter vindo no susto (leia aqui), estamos na nossa melhor fase. Marido geralmente chega em casa antes do anoitecer (e não mais às 21, 22h super estressado), eu tenho ajuda da funcionária todos os dias (diferente da gravidez da Clara em que eu comecei a ter funcionária 2x na semana e tinha que fazer TUDO com Bruna, que ainda não ia para a escola e não tinha com quem se distrair). Estou mais produtiva e contribuindo com a renda em casa. Alivia para ele e para mim. Marido cada vez mais fazendo a parte dele de pai, inclusive em algumas refeições quando está presente e nos finais de semana. As meninas estão mais mocinhas e menos dependentes, aceitam combinados e regrinhas. Quando enrolam demais pra comer, eu assumo: Suborno! Mas não é com chocolate e guloseimas, é com gelo! hahahahaha Por essa vocês não esperavam, né? Elas adoram o gelo picado da geladeira nova, então essa é a recompensa para quando comem tudo.

Voltando à gravidez: Sabe aquela tal de libido?? Menina do céu, ta melhor do que sempre. Aliás, melhor do que nunca, desde namorados. Marido brinca que quanto mais filhos, melhor fica. A questão é que como ele hoje participa muito mais e está feliz, isso me deixa mais tranquila e satisfeita. O meu comportamento é um reflexo do dele. Se ele faz a parte dele, eu não fico sobrecarregada, e consequentemente sobra um pouco de disposição que é revertida em nosso benefício. Não parece ser um ciclo natural e simples? Pena que muitas vezes eles demoram a perceber isso.

Claro que essa minha libido e disposição dele em colaborar está diretamente relacionado ao nosso momento de vida, a qualidade da nova rotina (pós-mudança), a nossa relação e estabilidade no trabalho, porque pra mim isso faz TODA a diferença, mas no meu caso ainda tenho um empurrãozinho: os hormônios da gravidez ajudam bastante né? Então vamos aproveitar antes que o terrível pós-parto chegue. Se bem que o segundo pós-parto (o primeiro ano da Clara) foi infinitamente melhor que o primeiro ano da Bruna, então seguindo a lógica acredito que não teremos grandes dificuldades. Depois eu conto mais sobre esse período, que foi bem tenso e eu achei que o casamento nunca mais seria o mesmo. Por hora, adianto: passa! Fiquem tranquilas! E já deixa o bonitão do marido avisado: no pós-parto somos mamíferas em amamentação e adaptação, super hiper mega cansadas, chatas devido a privação de sono, sem libido e com outras prioridades. Tenham paciência que melhora! Superar esse período depende muito dos dois, mais ainda DELES.

Por hoje é só… Adeus neuras em relação ao sexo durante a gravidez. Queria dizer que a experiência nos deixa mais confiantes e tudo pode melhorar.

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.